quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Amistoso contra a Bósnia mantém imagem do Brasil 'queimada' fora do país

O Brasil começou 2012, ano olímpico, com o pé direito ao vencer a Bósnia por 2 a 1, em amistoso disputado na terça-feira (28), na Suíça, mas a impressão passada pela equipe dirigida por Mano Menezes não é nem um pouco animadora para um país que sonha com a inédita medalha de ouro nos Jogos de Londres.

Apesar de ter na equipe jogadores que fatalmente farão parte do grupo que disputará a Olimpíada, como Neymar, Ganso, Leandro Damião e Lucas, o futebol do time verde e amarelo foi burocrático e pouco criativo, salvo nos minutos finais por um gol contra do zagueiro bósnio.

O pífio desempenho da equipe repercutiu da pior forma possível nos principais periódicos esportivos do planeta. A Gazzetta Dello Sport, da Itália, não perdoou mais uma falha do goleiro Júlio César, chamando o erro do arqueiro no título da matéria "Júlio César, que confusão. Mas o Brasil venceu assim mesmo". A questionável convocação de Ronaldinho Gaúcho também não passou em branco no artigo italiano, endossando a opinião de boa parte da mídia brasileira.

O Olé, da Argentina, brincou com o personagem 'Incrível Hulk', lembrando que foi o homônimo do Porto quem fez a jogada do gol da vitória. O Mundo Deportivo, da Espanha, foi ainda mais direto do que os concorrentes, e cravou em sua manchete que 'a sorte jogou com o Brasil', citando no texto que a equipe não se apresentou bem, mas contou com um gol contra para sair vitoriosa da Suíça.

Outros tradicionais jornais espanhóis, o Marca e o Ás, acompanharam o tom crítico e não deixaram escapar os erros de uma equipe que sonha com a medalha de ouro na Olimpíada e com o hexacampeonato mundial em 2014. "Brasil ganha da Bósnia na insistência", estampou o Marca, enquanto o rival catalão ironizou uma das maiores marcas brasileiras no exterior: "Muito ruído e pouco samba".

O péssimo rendimento da equipe desde o vexame da Copa de 2010 não consegue ser maquiado nem pelos próprios atletas. Enquanto Neymar admitiu na saída do gramado que o jogo contra a Bósnia não foi bom, o zagueiro Thiago Silva esbanjou sinceridade ao repórter da Folha de São Paulo que acompanhou o amistoso na Suíça, um dia antes do confronto ocorrer.

- As gozações com a seleção brasileira ainda não acabaram, e só trabalhando e montando um time forte é que isso vai acabar.

R7

Benassuly vai assumir megaprojeto de reestruturação da Polícia Civil

Atendendo a um megaprojeto de reestruturação na Polícia Civil, a Delegacia Geral, através de sua Diretoria de Polícia Metropolitana, criou e apresentou, ontem, o projeto da Superintendência de Polícia da Zona Metropolitana, que vai abranger a capital e todos os municípios da Grande Belém até Santa Izabel do Pará. A nova unidade policial, que estará diretamente ligada à DPM, será dirigida inicialmente pelo ex-chefe de Polícia, delegado Raymundo Benassuly, e funcionará no antigo prédio do arquivo policial, na Rodovia Mário Covas, em Ananindeua, que está sendo preparado para abrigar a nova estrutura do sistema de Segurança Pública.

O delegado geral adjunto, Rilmar Firmino, acompanhado do delegado de Polícia Metropolitana, Roberto Teixeira, do delegado de Polícia Espealizada, João Bosco, e da corregedora geral Nilma Lima, se reuniu, ontem, às 15 horas, no auditório B da Delegacia Geral, com todos os diretores de seccionais, divisões, delegacias e demais unidades policiais, bem como, com os investigadores chefes de operações, para lhes informar sobre a nova superintendência regional criada sob orientação do secretário de Estado de Segurança, Luiz Fernandes Rocha.

Segundo o delegado Roberto Teixeira, a nova superintendência estará hierarquicamente ligada à Diretoria de Polícia Metropolitana, assim como as unidades policiais da Grande Belém, à nova superintendência que chefiará todas essas delegacias.

Essa nova estrutura faz parte do que na Polícia é chamado de "Regiões Integradas de Segurança Pública", oriundas da reestruturação geográfica das atividades da Polícia Civil, assim como já acontece há alguns anos com a Polícia Militar.

Roberto Teixeira informou ontem ao jornal Amazônia que, a partir de agora, ele também estará empenhado aumentar a informatização policial, o que irá valorizar a estrutura de investigação criminal desenvolvida pela instituição. "Nosso objetivo é colocar o policial para investigar e fazer o relatório constante de suas atividades, o que não acontecia antes".

Trio vira arma do Pantera

Fernando Caranga, Zé Rodrigues e Zeziel são os destaques para o clássico contra o São Francisco

Fernando Caranga e Zé Rodrigues no ataque, e Zeziel no meio-campo são as armas do São Raimundo para detonar com o rival no Rai x Fran desta quinta-feira. Caranga e Zeziel, duas últimas contratações do Pantera, estarão estreando pelo time alvinegro. Fernando Caranga apareceu jogando pelo Bragantino na segunda divisão paraense. Foi goleador do time bragantino. Zeziel é um jogador experiente com passagem pelo Paysandu e Águia que chega para ser o "organizador" do meio-campo do Pantera. Além da diretoria, a torcida alvinegra também espera que os dois jogadores deem o equilíbrio que equipe precisa ter para fazer um bom segundo turno. Fernando Caranga estava jogando no futebol pernambucano, defendendo o Belo Jardim, enquanto o último clube do meia Zeziel foi o Parauapebas, na segunda divisão paraense.

Nesta terça-feira, o São Raimundo realizou treinamento no campo da Comunidade do Cipoal. Os trabalhos iniciaram com um aquecimento comandado pelo preparador físico Nicolau Barros, em seguida os jogadores fizeram um trabalho especifico de finalização, com Nildo Pereira. Hoje, está programado o coletivo no campo do Flamengo, em Urumanduba, quando o técnico Nildo Pereira deverá definir a equipe.

O meia Fininho veio a Belém resolver um problema financeiro que tem com o Remo. Mas, ontem, no final da tarde, retornou. Fininho disputa vaga com Lucas no meio-campo do Pantera.

A diretoria vai mandar concentrar os 18 jogadores relacionados por Nildo. Depois do jogo com o São Francisco, nesta quinta-feira, dia 1° de março, o São Raimundo terá outra "pedreira" valendo pelo segundo turno. Pega o Remo, no domingo, dia 4 de março, ainda no Colosso do Tapajós. Para esta partida, a diretoria fixou o preço da arquibancada popular: R$ 15,00. Estudantes vão pagar R$ 7,50, enquanto arquibancada central custará R$ 30,00.

Amazônia.

Águia perde mais uma de quatro.

Foi tudo diferente na noite de ontem no Zinho Oliveira. A chegada de Flávio Lopes parece ter mexido com o brio dos atletas do Remo, que voltou a jogar bem e superou o Águia de Marabá, de virada, por 4 a 1, no Estádio Zinho Oliveira. O resultado comprovou a evolução tática da equipe e permitiu ao Leão Azul sonhar com um futuro mais promissor na competição estadual. A partida de ontem contou ainda com a expulsão do lateral esquerdo Aldivan e os golaços de Fábio Oliveira e Joãozinho.

O Remo estava diferente desde a escalação. Com dois volantes e um armador no meio-campo, já que Cassiano jogou como um terceiro atacante, o time partia para o ataque num legítimo esquema 4-3-3. E quando se defendia, formava duas linhas de quatro jogadores, melhorando sensivelmente a proteção da zaga. Bem postado dentro das quatro linhas, marcando firme e comandando as ações ofensivas, a equipe azulina nem parecia aquele time apático do primeiro turno.

Durante boa parte da etapa inicial, as equipes permaneceram no sistema defensivo, sem criar muitas oportunidades de gol. A primeira criada foi aos 17 minutos, quando Cassiano fugiu pela direita, passou pela marcação e chutou rasteiro para defesa segura do goleiro Alan. O Águia respondeu aos 20, quando Rayro fez fila na defesa remista, invadiu a área e chutou na rede, pela lado de fora.

Mas o Remo voltou a assustar aos 30, quando Jhonnatan recebeu de Betinho na área, dominou a bola e tocou na saída do goleiro, mas o zagueiro Bernardo apareceu para salvar em cima da linha. Aos 37, Valdanes, em cobrança de falta, colocou a bola no meio da área, mas Adriano estava atento e segurou firme. Aos 44, o Águia chegou com perigo mais uma vez. Léo Rosas chutou cruzado da direita e Branco por pouco não conseguiu desviar para o gol.

Já no segundo tempo, a história foi diferente. Logo aos oito minutos, Léo Rosas fintou Aldivan ma linha de fundo e cruzou na medida para o cabeceio de Valdanes. 1 a 0 para o Azulão. Mas o Remo, ao contrário do que acontecia no primeiro turno, não se abateu com o gol sofrido e reagiu imediatamente. Três minutos depois, o time da capital chegou ao seu gol de empate. Aos dez, Cassiano recebeu passe em velocidade na grande área marabaense e, na dividida com o goleiro, acabou derrubado. Pênalti. Fábio Márcio foi com perfeição na cobrança para estufar a rede: 1 a 1.

Aos 25, o Remo conseguiu o seu gol da virada. Fábio Oliveira puxou a jogada pelo meio, tocou para Reis que cruzou para Cassiano, na direita. O atacante tentou de voleio, mas Alan defendeu parcialmente. No rebote, o próprio Cassiano teve tranquilidade para colocar o Leão Azul na frente. No terceiro gol, Fábio Oliveira recebeu passe de Joãozinho e, de fora da área, acertou um belíssimo chute no canto direito de Alan. Golaço e 3 a 1 para o Remo.

Aos 34, o lateral Aldivan acabou recebendo o seu segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Remo com dez jogadores em campo. Mesmo com a inferioridade numérica, a equipe comandada por Flávio Lopes continuou ofensiva, não deixando espaços para o Águia. E, de quebra, ainda fechou o placar com um golaço de Joãozinho. Aos 44, após cobrança de escanteio, Diego Barros afastou a bola para a intermediária defensiva do Águia. O volante Aldivan e o goleiro Alan ficaram indecisos e Joãozinho, esperto, aproveitou para tocar de cobertura, decretando a goleada remista: 4 a 1 Remo, final.

Com o resultado, o Remo larga na frente do segundo turno, com três pontos ganhos e saldo de trê gols. Por outro lado, o Águia, sofreu sua segunda derrota dentro de casa.

As equipes voltam a campo no próximo final de semana. Enquanto o Águia receberá a Tuna Luso, em Marabá, no sábado, às 19h30, o Remo enfrentará o São Raimundo, domingo, às 16 horas, no Colosso do Tapajós.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Águia vai perdendo de 4

Até aos 38 min do segundo tempo, o Águia de Marabá vai levando uma sacolada de 4 X 2 do clube do Remo, jogo este válido pelas semifinais do primeiro turno do Parazão 2012.

Nicolau Barros será o preparador fisico do São Raimundo

Depois de anunciar na quarta-feira(08)Robson Melo como novo preparador físico do São Raimundo, no lugar de Roni Lameira que deixou o cargo no inicio da semana. O diretor de futebol Jardel Guimarães, já veio com outra Informação nesta quinta-feira. Robson Melo não vem mais, e o novo preparador físico do Pantera do Tapajós ,será Nicolau Barros que já esteve trabalhando no time alvinegro em 2011 na comissão técnica de Charles Guerreiro.

Nicolau Barros chega a Santarém , na madrugada de sábado e na segunda feira começa o seu trabalho ao lado do técnico Nildo Pereira, visando o segundo turno do campeonato paraense.

Blog rolando a bola.

ALEPA vai de mal a pior...

Enquanto isso, no Parazinho, a crise na Alepa só piora. Agora, até material de expediente está em falta. E agora, Pioneiro?

Vejam o que diz o Diário do Pará, hoje (9), nas reportagens das ótimas Aline Brelaz e Rita Soares:

Os sucessivos escândalos de fraudes na Assembleia Legislativa já incomodam boa parte dos deputados estaduais. Além de contratação de consultoria externa para apontar os problemas administrativos da Casa, já decidido pelo colégio de líderes partidários com o presidente Manoel Pioneiro (PSDB), as bancadas já propuseram algumas medidas para tentar evitar mais problemas.

Atualmente falta papel, tinta para impressoras e até copos descartáveis, já que os pregões para contratação de fornecedores de produtos foram suspensos por suspeitas de irregularidades.

A bancada do PT apresentou dois projetos de resolução, sob a alegação de contribuir para que a administração seja mais ágil e transparente. Um deles propõe a tramitação, discussão e aprovação da proposta orçamentária da Casa às claras, com a possibilidade de emendas de todos os 41 parlamentares, cabendo às comissões de Justiça e Financeira analisar e dar parecer às propostas dos deputados.

Blog do Colares.

Anderson Silva e Chael Sonnen começam “guerra” antes de revanche em SP

Mal foi confirmada pelo UFC como luta principal do evento que marca o retorno da organização de MMA à capital paulista, programado para junho, a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen já dá o que falar.

Isso porque os atletas trocaram farpas publicamente, mais uma vez, ao longo do início dessa semana. O primeiro chuta foi dado pelo Spider, que em entrevista ao programa da TV americana “UFC Tonight” alfinetou o rival.

- Chael fala demais. Ele precisa treinar e parar de falar. Ele vai para o Brasil? Grande problema.

A resposta foi dada às recentes provocações do fanfarrão americano, que acusou o campeão dos pesos-médios (84 kg) de estar fugindo da revanche do combate que aconteceu em agosto de 2010, no UFC 117.

Assim que soube o que o brasileiro tinha dito, Sonnen prontamente o respondeu pelo seu Twitter, ironizando até mesmo uma das últimas campanhas publicitárias feitas por Andeson.

- Quando eu quiser um conselho seu, vou arrancá-lo de você, idiota. Agora volte a cantar para hambúrgueres e dizer que o [Steven] Segal é legítimo.

O reencontro dos desafetos está marcado para junho deste ano, em São Paulo, em evento que deve ser realizado no estádio do Pacaembu.

Na primeira vez que se encontraram, na 117ª edição do UFC, o americano dominou a disputa por completo, mas acabou finalizado nos últimos minutos do quinto round por um justo triângulo aplicado pelo brasileiro.

R7

Policiais e bombeiros do Rio fazem assembleia no Centro sobre greve

Policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários fazem assembleia na noite desta quinta-feira (9), na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. Segundo as lideranças do grupo, se as reivindicações não forem aceitas até a 0h desta sexta-feira (10), as categorias vão iniciar uma greve.

"Primeiro queremos que soltem o Daciolo. Em segundo, reivindicamos o piso salarial de R$ 3.500, com R$ 350 de vale tranporte e R$ 350 de tíquete-refeição. Essas são as condições para que não haja a paralisação", afirmou o sargento Paulo Nascimento, do 1º GSE, ao lado de Fernando Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) .

O cabo Benevenuto Daciolo está preso administrativamente, em Bangu, devido aos crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim, segundo o secretário de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. Escutas mostram conversa de Daciolo com a deputada Janira Rocha (PSOL) sobre estratégias de greve.

Segundo os manifestantes, mais de 50% das três categorias vão aderir à greve. Nascimento afirmou que, no caso do Corpo de Bombeiros, 70% vão paralisar.

Em relação à segurança da população, Nascimento garante que os serviços de segurança da sociedade que tenham "caso de morte" serão prestados. "Em casos como grandes incêndios, colisões, atropelamentos, acidentes graves, os serviços serão prestados", garantiu.

Exército pode enviar 14 mil homens
Uma reunião com representantes da Segurança Pública do Rio e do governo federal, nesta quinta-feira (9), no Comando Militar do Leste (CML), decidiu que, em caso de greve dos militares, o Exército disponibilizará cerca de 14 mil homens e a Força Nacional e ainda cerca de 300 homens para a segurança no estado. A informação foi dada pelo secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, durante entrevista coletiva concedida nesta tarde, no Quartel General da corporação, no Centro da cidade.

Segundo ele, o plano prevê que os 14 mil homens do Exército façam o policiamento no estado, enquanto os 300 homens da Força Nacional auxiliem no trabalho dos bombeiros, em caso de paralisação dos servidores de segurança do estado.

Além disso, segundo o coronel, o próprio Corpo de Bombeiros já colocou todo o efetivo de prontidão. "A partir de hoje não temos mais efetivo administrativo funcionando. Todo o efetivo administrativo passa para prontidão, para serviços de socorro para garantir que a vida no estado do Rio de Janeiro vá se manter normal", afirmou Simões.

Simões disse ainda que todo o planejamento do carnaval está pronto, com efetivo próprio da corporação. "Setecentos bombeiros eu vou manter em posições estratégicas. O efetivo administrativo, com cerca de 2 mil homens, vai ser dividido", explicou.

As polícias civil e militar cogitam paralisações a poucos dias do carnaval, caso as reivindicações não sejam atendidas. A votação será realizada nesta quinta, na Cinelândia,

Cabo preso
Simões explicou que o cabo Benevenuto Daciolo, preso na noite de quarta-feira (9), segue em Bangu 1. A prisão administrativa, que tem duração de até 72h, se deu devido aos crimes de incitamento à greve e aliciamento a motim. Segundo o secretário, a prisão preventiva de Daciolo já foi pedida e agora ele está “à disposição da justiça”.

O secretário ressaltou que sempre esteve aberto para o diálogo, mas diante de uma greve não há o que negociar. “Independente do fato que tem clareza que a greve é vedada às corporações militares, há um valor muito maior que é o fato que é absolutamente inaceitável que uma corporação de bombeiros seja incitada a fazer greve. O que tá em jogo é a vida de pessoas”, disse. “A greve é covarde, inaceitável e leviana”, completou Simões, acrescentando que quem participar da greve pode sofrer punições.

Ele afirmou que não descarta a hipótese de expulsar o cabo Daciolo da corporação. “Não quero antecipar nenhum procedimento, mas é uma possibilidade que se abra um processo administrativo para avaliar as condições dele permanecer na corporação, mas não quero antecipar”, disse.

Segundo Simões, escutas autorizadas pela Justiça mostraram Daciolo conversando com outras pessoas sobre estratégias para deflagrar greves no estado do Rio de Janeiro. O cabo estava em Salvador, na Bahia, reunido com líderes do movimento grevista da Polícia Militar daquele estado.

O governador Sérgio Cabral pediu ao governo da Bahia as cópias das gravações telefônicas, nas quais o cabo Daciolo planejava estratégias de deflagração de atos grevistas no Rio. As escutas foram exibidas no Jornal Nacional nesta quarta-feira.

Para presidente de associação de oficiais, reajuste 'não é suficiente'
Mais cedo, o presidente da Associação de Oficiais Militares do estado do Rio de Janeiro, coronel Fernando Belo, afirmou que o reajuste salarial aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio “ainda não é o suficiente”.

"Nós entendemos que o governo do estado tem realmente tido uma dedicação aos órgãos de segurança. Nós entendemos que ainda não é o suficiente. Nós fazemos um apelo ao governo do estado para que olhe com mais carinho, com mais responsabilidade essa questão salarial porque é crucial, de fato", disse Belo.

Por 59 votos contra um, os deputados da Assembleia Legislativa aprovaram na manhã desta quinta-feira o substitutivo do Executivo que aumenta os salários das categorias de segurança (polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros e de agentes penitenciários) em 39% até fevereiro de 2013. Ainda falta votar os destaques ao projeto aprovado, que podem modificar o texto final.

Segundo o projeto original, o aumento seria concedido em outubro de 2013, mas, na quarta-feira (8), a Secretaria de Segurança Pública (Seseg) informou que o governo do Rio autorizou a Assembleia a modificar a proposta para que os salários sejam reajustados em fevereiro de 2013 em 26%. Assim, o reajuste total das categorias será de 39%, entre fevereiro de 2012 e fevereiro 2013.

Cabral critica 'balbúrdia e agitação'
O governador do Rio, Sérgio Cabral, defendeu a atual política de segurança estadual. “O governo, nesses anos todos, fez um esforço priorizando a segurança pública. Hoje, a segurança pública tem um orçamento que chega a níveis de itens essenciais, como a saúde, apesar de não ser obrigatório. O orçamento da Polícia Militar subiu de R$ 900 milhões para R$ 2 bilhões”, afirmou durante o lançamento do Programa Renda Melhor e Renda Melhor Jovem, em Niterói, no fim desta manhã.

Cabral afirmou que existe uma “articulação nacional para tentar criar um clima de insegurança” e criticou aqueles a quem chamou de “ditos líderes” do movimento por melhores salários para bombeiros e policiais.

G1

Lei Maria da Penha vale mesmo sem queixa da agredida, decide STF

Por 10 votos a 1, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (9) que, a partir de agora, o Ministério Público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica contra a mulher, mesmo que a mulher não apresente queixa contra quem a agrediu.

A Lei Maria da Penha protege mulheres contra a violência doméstica e torna mais rigorosa a punição aos agressores. De acordo com norma original, sancionada em 2006, o agressor só era processado se a mulher agredida fizesse uma queixa formal.

Até a decisão desta quinta, a Lei Maria da Penha permitia inclusive que a queixa feita pela mulher agredida fosse retirada. A partir de agora, o Ministério Público pode abrir a ação após a apresentação da queixa, o que garante sua continuidade.

O Supremo julgou nesta quinta duas ações propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva que pretendiam garantir a aplicação da lei para coibir a violência doméstica.

Em seu voto, o relator das ações, Marco Aurélio Mello, votou a favor da abertura de ação penal contra agressores a partir de queixa feita pelo Ministério Público, sem obrigação de que a mulher tenha de tomar a iniciativa de denunciar o crime.
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Ele argumentou que, em caso de violência doméstica, é preciso considerar a necessidade de "intervenção estatal" para garantir a proteção da mulher, como previsto na Constituição. "Sob o ponto de vista feminino, a ameaça e as agressões físicas não vêem, na maioria dos casos, de fora. Estão em casa, não na rua. O que não reduz a gravidade do problema, mas aprofunda, porque acirra a situação de invisibilidade social", observou o ministro.

Inibição
Único a votar contra essa interpretação, o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, ponderou sobre as consequências da atuação do Estado nos casos de violência contras as mulheres. Para ele, essa mudança de interpretação na lei pode inibir a representação de queixas por parte da mulher.

Argumentou ainda que a atuação do Ministério Público pode desconsiderar a vontade de mulher e até acirrar a violência nas famílias. "Há o risco de que, a mulher continuando a conviver com o parceiro, no meio dessa convivência, eventualmente já pacificada, sobrevenha uma sentença condenatória que terá no seio da família consequências imprevisíveis, e que pode desencadear maior violência", completou Peluso.

A observação foi rebatida pelo relator. "Penso que o valor maior a ser resguardado é o valor que direciona à proteção da mulher e o estado não a protege quando exige que ela adote postura de antagonismo contra o que já se revelou agressor", disse Marco Aurélio.

Já o ministro Gilmar Mendes, embora tenha votado a favor da nova interpretação, afirmou que a denúncia proposta pelo Ministério Público, independentemente da vontade da agredida, pode ser mais um motivo de desentendimento no núcleo familiar.

"Às vezes, a ação penal pública incondicionada [processo aberto sem queixa da agredida] vai ser um elemento de desagregação familiar e o texto constitucional quer um mínimo de integração. Daí eu não estar seguro quanto a essa fórmula que vamos eleger", disse Mendes.

Constitucionalidade
No primeiro processo, o tribunal declarou, por unanimidade, a constitucionalidade de três artigos da Lei Maria da Penha que tratam do regime diferenciado criado pela norma para punir os agressores de mulheres, com a criação de juizados de violência doméstica contra a mulher. O julgamento terminou com aplausos no plenário.

De acordo com o voto do relator, a lei está em "harmonia" também com tratados internacionais, assinados pelo governo brasileiro, que prevêem a criação de normas para prevenir e punir a violência específica contra a mulher.

"A Lei Maria da Penha retirou da invisibilidade e do silêncio a vítima de hostilidade ocorrida na privacidade do lar e representou movimento legislativo claro no sentido de garantir a mulheres agredidas o acesso efetivo à reparação e justiça", disse o ministro Marco Aurélio.

Julgamento
Ao defender a importância da atuação do Ministério Público nos casos de agressão contra mulheres, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que condicionar a punição à apresentação de queixa por parte da vítima é "perpetuar um quadro de violência física contra a mulher".

De acordo com a representante da Advocacia-Geral da União (AGU), Graice Mendonça, 92,09% da violência doméstica é praticada pelo homem em face da mulher, o que demonstra a necessidade de um regime legal diferenciado para conter a violência contra o sexo feminino.

"Esses dados espancam a tese de que a Lei Maria da Penha fere a isonomia entre homens e mulheres. O que é o principio da igualdade senão tratar desigualmente aqueles que se encontram em posição de desigualdade", disse a representante da AGU.

Durante o julgamento, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, citou dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segundo os quais, desde a entrada em vigor da lei, foram distribuídos 331.796 processos que tratam de agressões a mulheres. Desse total, segundo o CNJ, 110.998 foram sentenciados até março de 2011.

"A quantidade de processos nas prateleiras das varas criminais responsáveis pelo julgamento dos casos envolvendo crimes contra mulheres ilustra a dificuldade do Poder Judiciário em atender a demanda das vítimas", disse o presidente da OAB.

Globo.com