domingo, 28 de agosto de 2011

Manaus dá mais um 'drible' em Belém e vai receber as feras do UFC

A notícia de que a vizinha Manaus mais uma vez driblou Belém e acertou a realização de um evento do Ultimate Fighting Championship (UFC), maior torneio de MMA do mundo, em 2012, mais uma vez frustrou os paraenses. Além de possuir dois lutadores representando a bandeira do Estado no evento, Lyoto Machida e Iuri 'Marajó' Alcântara, o povo do Pará é conhecido pelo apreço às artes marciais, e mais uma vez recorreu às redes sociais da internet para desabafar a frustração. Entre os profissionais paraenses ligados ao esporte, houve quem parabenizasse a agilidade do governo amazonense, quem desconfiasse da capacidade de Manaus para sediar o evento e até quem garantisse que, ainda em 2012, o UFC deve chegar ao Pará.

O carateca Chinzô Machida, irmão do ex-campeão dos meio-pesados do UFC, Lyoto Machida, foi um dos que comentou a notícia. Chinzô, que já se aventurou pelos ringues de MMA em território nacional, e faz vezes de 'corner' de Lyoto nos eventos de grande porte do UFC, sabe bem o quanto a exposição que um evento do porte do UFC pode trazer para uma cidade. Por isso, fez questão de elogiar a iniciativa do governo amazonense, que não perdeu tempo e fechou contrato com Dana White, presidente, e Lorenzo Fertitta, CEO (diretor executivo) do UFC. 'Isso vai gerar uma melhora no turismo da cidade que vai receber', diz ele, focando, primeiramente nas melhorias econômicas. 'Além disso, um evento desse porte engrandece o esporte e ajuda a popularizá-lo. Sem falar no incentivo que dará aos lutadores, que terão ídolos e exemplos por perto, em quem poderão se mirar', disse.

Chinzô lembrou que o número de praticantes de MMA no Brasil não para de crescer e que o Pará é um grande celeiro, tanto em termos de adeptos quando de admiradores. 'Por isso acho que nada impede que o Pará tente trazer um evento para cá', disse ele, que embarcou na última sexta-feira para o Rio de Janeiro, onde assistiu ontem o UFC Rio.

O treinador de boxe Ulysses Pereira já participou de três edições do UFC, no papel de treinador de 'craques' do esporte, como o carioca Vitor Belfort e o paraense Lyoto Machida. Por isso, deu-se ao luxo de nem prestigiar o evento brasileiro. As observações que fez dos grandes eventos, nos Estados Unidos, lhe permitiu fazer uma análise não muito animadora das condições de Manaus receber um evento do porte do UFC. 'Em ginásios com capacidade menor que 10 mil pessoas, o UFC simplesmente não vai', disse Ulysses, também desconfiado das condições de um sambódromo - como é o caso de Manaus, o qual comporta 100 mil pessoas - ser o local ideal. 'Cabem 100 mil pessoas de uma ponta à outra. Mas é preciso que de todos os pontos a visão do octógono sejam iguais', disse. Ulysses, que está em Brasília, em treinamento, considerou que, embora a notícia seja confirmada pelo UFC, o evento manauara está cercado por muita boataria.

Fonte: O Liberal

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