Entidades de classe ligadas à segurança pública do Pará e a Associação dos Concursados do Pará (Asconpa) se reuniram, na tarde de ontem, para propor a resolução de problemas no setor, como a falta de servidores e irregularidades no concurso para delegados, escrivães e investigadores (C-149) da Polícia Civil. As sugestões formuladas devem ser apresentadas ao governador Simão Jatene.
Na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp-PA), além da Asconpa, estiveram reunidos o Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Pará (Sindelp-PA), o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Pará (Sepub-PA) e o ouvidor geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), Oswaldo Coelho. "Nós decidimos trazer essa discussão sobretudo porque temos acompanhado acontecimentos da segurança pública, como invasão e falta de servidores em delegacias", avalia o presidente da Asconpa, José Emílio Almeida.
O presidente da associação lembrou ainda do recente caso da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, que resultou na exoneração de um grupo de servidores da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), o que revelou problemas estruturais da segurança pública do Estado. "Nossa sugestão é que sejam abertos novos concursos para selecionar agentes penitenciários. A demanda é grande e os agentes, atualmente, são todos contratados. Portanto, vivem sob a direção de governos que mudam", argumenta o representante dos concursados.
O concurso C-149, realizado em 2009 - para delegados, escrivães e investigadores -, é outro ponto criticado pelas entidades. Para elas, o certame revela uma situação irregular na nomeação de aprovados, fato já criticado no plenário na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL). "O governo selecionou 50 pessoas e, a partir daí, surgiram várias irregularidades. Os demais delegados foram chamados fora da ordem. Nossa sugestão é que não se abra novo concurso, mas sim que se aproveite quem teve nota, de acordo com a colocação correta", completa José Emílio.
O documento elaborado pelas entidades, que foi concluído na noite de ontem, será encaminhado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) e ao governador Simão Jatene.
Amazônia.
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