quarta-feira, 28 de março de 2012

FPF tem atuação limitada nas confusões em campo

partida entre Independente e São Raimundo, disputada no último sábado (24) em Tucuruí, se aproximava dos 40 minutos do segundo quando o jogador Wilson, da equipe visitante, foi derrubado da maca em que receberia tratamento. A atitude dos maqueiros - ambos cedidos pela equipe mandante da partida, o Independente - revoltou a comissão técnica do São Raimundo, e uma confusão foi iniciada paralisando a partida por cerca de 5 minutos. O "auge" do conflito foi a intervenção dos policiais militares, usando spray de pimenta para conter os ânimos e obtendo o efeito contrário, gerando apenas mais revolta.

Sem representar uma novidade no futebol paraense, o caso remete ao segundo jogo da semifinal do primeiro turno entre Águia e Remo no estádio Zinho Oliveira, em Marabá, no dia 12 de fevereiro. Na ocasião, uma briga entre jogadores adversários evoluiu para uma confusão generalizada, mas passados 44 dias do ocorrido, os principais envolvidos e condenados já voltaram a atuar, beneficiados por efeito suspensivo. Para os envolvidos na confusão do último domingo em Tucuruí, apenas uma certeza até agora: o maqueiro envolvido na confusão não atua mais em campeonatos organizados pela Federação Paraense de Futebol (FPF).

A garantia é dada por Paulo Romano, diretor da FPF. Sem citar o nome do envolvido, Romano alegou que se trata do mesmo maqueiro envolvido em uma briga na partida contra o Cuiabá, no Campeonato Brasileiro de 2011, e a reincidência pesou na decisão da federação. Entretando, o campo de atuação da FPF ainda é restrito em casos como estes. "Hoje a FPF só está presente nos estádios para recolher os borderôs das partidas e os tributos. O que acontece nestes casos são brigas entre pessoas credenciadas para estar no gramado, não podemos impedir sua atuação e nem cabe à Federação garantir o policiamento" diz Romano.

Cabe ao clube mandante das partidas realizar uma previsão de público e enviar ofícios aos órgãos competentes, solicitando serviços como policiamento e ambulâncias, e cabe aos órgãos decidir o contingente a ser enviado aos estádios, baseados na expectativa de público. "A FPF não interfere nem na atuação dos maqueiros e muito menos dos policiais, que cumprem ordens de comando" ressalta Romano. "Essas situações são tratadas como individuais, e a punição dos envolvidos é responsabilidade do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). A FPF só se posiciona nesses casos quando há envolvimento de torcedores" diz o diretor.

Ouça a entrevista com o comentarista e narrador da Rádio Clube do Pará, Jones Tavares: "O TJD não está punindo quem deveria"

Na partida entre Águia e Remo, o clube marabaense acabou punido pela federação. Um torcedor atirou uma garrafa de água mineral ao gramado durante a confusão, resultando em multa de R$ 5 mil reais para o Águia.

(Alexandre Nascimento / DOL)

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