Até os últimos minutos do jogo de ontem, a torcida do Paysandu mostrava grande esperança em poder inverter a vantagem que tinha o Coritiba-PR. Até os 45 do segundo tempo, o placar era de 3 a 1 a favor do Coxa Branca. Em toda a etapa final, o Papão foi melhor, criou e desperdiçou boas chances de gol, diminuiu a vantagem do adversário e havia conquistado moral com uma defesa de penalidade. Mas, no começo dos acréscimos, mais um pênalti, dessa vez convertido, decretou a vitória de 4 a 1 para a equipe paranaense e deixou tudo bem mais complicado para o Bicola na Copa do Brasil.
Na próxima quinta-feira, os dois times voltam a se enfrentar. O Paysandu terá pela frente uma missão inglória para se classificar para as quartas de final. Se vencer por 3 a 0, avança, porque a diferença de gols será a mesma e porque marcou um gol em Curitiba. Se golear por quatro ou mais, leva a vaga, independentemente de quantos gols sofrer no Mangueirão. O Coxa se classifica com o empate, qualquer vitória ou até uma derrota por um ou dois gols de diferença. Um 4 a 1 para o time paraense leva a decisão da vaga para os pênaltis.
Para a semana que vem, o técnico Lecheva não contará com o goleiro Paulo Rafael, que ontem recebeu dois amarelos e foi expulso. Ronaldo voltará ao time. Mas, é no meio de campo que devem acontecer as maiores mudanças. Uma é dada como certa. Com o que fez ontem, dificilmente Harison deixará o time, ganhando a vaga de Kariri. Vânderson é outro que corre o risco de perder a vaga para Neto, mais jovem e com maior poder de marcação.
"Dá para dar a volta por cima, sim. Se perdemos aqui assim, podemos vencer lá da mesma forma", comentou Lecheva após a partida. A esperança foi constante nas palavras dos bicolores. "Temos 90 minutos para reverter a vantagem deles. Temos que treinar forte, mostrar garra, atenção e conseguir essa classificação. Erramos passes demais, demos os contra-ataques a eles e isso não pode mais acontecer", disse o lateral Yago. "Há o jogo de volta, e vamos manter a cabeça erguida e jogar. Nada é impossível", finalizou o centroavante Adriano Magrão.
Lecheva afirma que árbitro errou muito
Pouca gente viu, mas o técnico Lecheva reclamou bastante da arbitragem do paulista Guilherme Ceretta de Lima. Ele não creditou a derrota ao apitador, mas o placar, sim. Para ele, os dois primeiros gols do Coritiba resultaram de lances que começaram com irregularidades.
"Pelo que fizemos no segundo tempo, o placar ficou injusto. Dominamos plenamente os 45 minutos finais e infelizmente não concluímos bem. Acho que a arbitragem também nos prejudicou em dois gols deles quando houve falta em nossos jogadores", disse. "É difícil explicar. Estávamos bem até os 30 minutos e sofremos dois gols seguidos e dois lances em que nossos jogadores sofreram faltas. Foi uma das piores arbitragens que já vi, e teve influência direta no placar elástico, não na vitória do Coritiba", completou Lecheva.
O comandante bicolor sabe que a classificação ficou complicada, mas garantiu que tem esperança que a desvantagem possa ser invertida em Belém. "Nossa missão em Belém ficou bem mais difícil, mas ainda acredito que não está tudo perdido. Tenho certeza de que o torcedor vai comparecer. Ele viu que podemos ter uma sorte melhor no jogo", disse Lecheva.
Coritiba faz dois gols em dois minutos e complica o paysandu
Mais qualificado técnica e fisicamente, o Coritiba se impôs forte no primeiro tempo. Foram nos 45 minutos iniciais que o time da casa construiu a vitória com três gols, porque na etapa final relaxou de tal forma que o time visitante foi superior na maior parte do tempo, e só não chegou ao empate por causa dos próprios erros de finalização.
O Coxa fez dois gols em dois minutos, aos 31 e 32. O primeiro saiu depois que um rebote de um escanteio foi parar nos pés do centroavante Anderson Aquino, que chutou colocado no canto superior de Paulo Rafael, que nada pôde fazer.
Em seguida, num lance de velocidade, o atacante Roberto foi mais esperto que o marcador e tocou na bola para encobrir o goleiro bicolor. O terceiro veio aos 42, depois de uma excelente jogada pela direita de Roberto, que rolou para trás para Everton Ribeiro escorar para o gol.
No segundo tempo, o Paysandu aproveitou o relaxamento do adversário e foi superior em campo. Aos 21, o meia Thiago Potiguar diminuiu ao pegar um rebote dentro da área, driblar o marcador e chutar forte para as redes. O Papão foi para cima, mas deu espaço para contra-ataques. Dois deles resultaram em pênaltis para o Coxa.
O primeiro, aos 34, o goleiro Paulo Rafael foi melhor e depois de muita cera, o que lhe valeu um cartão amarelo, fez grande defesa na cobrança de Everton Costa. Mas, aos 45, a falta que resultou na penalidade valeu outro cartão amarelo e a consequente expulsão do goleiro bicolor. Como já haviam sido feitas as três substituições, o meia Harison foi para o gol e não evitou o tento do também meia Tcheco.
Amazônia.
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