População terá que decidir se aceita a criação dos Estados do Carajás e do Tapajós
De acordo com a proposta de divisão do Pará, o custo-benefício é favorável, pois as regiões poderão se desenvolver, como ocorreu com Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988. O líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), afirma que os custos de estruturação dos novos Estados poderão ser minimizados com uma parceria com a iniciativa privada. O projeto prevê que Carajás terá 39 municípios no sul e sudeste do atual Estado e uma população de 1,6 milhão de habitantes, além de ocupar uma área de cerca de 25% do território atual do Pará. Marabá é cotada para ser a capital do Carajás. O projeto também prevê que o Estado do Tapajós tenha 27 municípios a oeste, com 1,3 milhão de moradores, e ocupará uma área de 58% do território paraense, com Santarém como capital. O Pará, no norte, ficaria com 86 municípios e 4,6 milhões de habitantes.
Deputado diz que foram reservados R$ 8,6 mi
De acordo com o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), um dos principais articuladores para a votação dos projetos, já foram reservados no orçamento deste ano R$ 8,6 milhões para a realização dos plebiscitos. A ideia, no entanto, é aguardar a aprovação para a criação do Tapajós no Senado e fazer um só plebiscito sobre a criação dos dois novos Estados. Queiroz defendeu a proposta dizendo que há "dois laboratórios a céu aberto" no País que comprovam o desenvolvimento que a divisão territorial poderá trazer à região. "Tocantins e Mato Grosso do Sul, que foram desmembrados, estão hoje em situação melhor. Tocantins era antes o corredor da miséria goiana", destacou.
Conforme o deputado Lira Maia (DEM-PA), que também responde pela base separatista, a votação dos projetos só foi possível depois de uma árdua negociação no decorrer da semana com os líderes partidários, que, na manhã de ontem, decidiram, unanimemente, pela inclusão das matérias na pauta do dia. Minutos antes da votação, a liderança do PT, a pedido do governo federal, solicitou a retirada dos projetos da pauta. Diante da situação, o deputado ACM Neto, líder dos DEM na Casa, informou ao plenário que o partido iria implantar uma postura intransigente de pedir verificação de quorum em todas as sessões, enquanto não fossem votados os plebiscitos. Um novo acordo foi fechado e os projetos foram aprovados.
"Foi um trabalho extremamente árduo que exigiu muita dedicação. Durante meu mandato trabalhei diuturnamente para que pudéssemos chegar no dia de hoje com esta importante vitória para o povo paraense, assegurando o direito constitucional da população paraense de se manifestar sobre a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. Viva o Pará! Viva o Brasil!", exaltou o deputado.
Amazônia Hoje.
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