segunda-feira, 20 de junho de 2011

Policiais civis reclamam de baixos salários e fazem protesto em praça

Representantes do Sindipol (Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará) fizeram uma manifestação, ontem, na praça da República, em Belém, contra a atual situação da categoria. A intenção é mobilizar servidores e autoridades para que juntos possam conseguir melhores condições de trabalho e, principalmente, o aumento do salário base, uma luta que faz parte do Movimento Nacional de Unificação Salarial.

O presidente do Sindipol, Luiz Monteiro da Silva Junior, se queixa que o governo do Estado não está dando a devida importância para a categoria. "O governo diz que está investindo na segurança do Estado com a compra de equipamentos e viaturas, mas está esquecendo de um detalhe importante: os policiais. São eles que estão na linha de frente no combate à violência, mas são mal remunerados", afirma.

Ainda de acordo com Luiz Monteiro, o salário base de um policial em início de carreira é um salário mínimo, acrescido de gratificações e adicional de risco de vida, variando entre R$ 1.800,00 a R$ 2.000,00. "É um absurdo o que recebemos. Hoje o policial tem que conviver ao lado do próprio bandido, colocando a sua vida e a da própria família em risco, pois não tem condições para garantir melhores condições de moradia", conta.

Outra reclamação da categoria é em relação a jornada de trabalho. "Antes trabalhávamos 40 horas semanais. Hoje continuamos cumprindo as 40 horas e ainda trabalhamos aos finais de semana em regime de escala, fazendo patrulhas e rondas para receber a mesma coisa. E quando sobra tempo, para aumentar a renda familiar, alguns ainda fazem ‘bicos’, desviando a sua conduta", acrescenta o presidente do Sindipol.

Em janeiro os policiais se reuniram com representantes da Casa Civil e do governo do Estado para apresentarem suas reivindicações. Durante a reunião ficou acertado que as propostas seriam avaliadas e uma nova reunião seria marcada para o mês de abril, "mas até agora nada aconteceu e ninguém foi chamado para negociar e verificar a nossa situação", afirma Luiz Monteiro.

A categoria deve se reunir em uma nova assembleia geral, com data ainda não definida, para decidir sobre como deverão ser feitas as novas negociações e discutir sobre um possível indicativo de greve.

Amazônia.

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