Durante a semana os jogadores do Remo falaram muito em pelo menos igualar a disposição do Cametá, para resolver na técnica o jogo de ontem. Mas a derrota por 2 a 1, com o adversário superior durante quase o tempo todo, deixou claro que isso não aconteceu. Apático, o time da capital viu o Mapará abrir vantagem para o segundo jogo, domingo que vem, às 17 horas, novamente no Mangueirão. Na oportunidade, a equipe de Sinomar Naves jogará por um empate para ser campeã. Já o Leão Azul precisa de um triunfo com vantagem de dois gols. Caso vença pela vantagem mínima (1 a 0, 2 a 1, 3 a 2...), a decisão irá para os pênaltis.
Com o retorno do capitão Diego Barros, que cumpriu a suspensão automática, e com o apoio da torcida, que ontem também ficou devendo, o time da capital tentará quebrar o jejum de três anos sem conquistar o título estadual. "Não tem nada perdido. A final está aberta", pregou o técnico Flávio Lopes, logo após o apito final, ainda no gramado do Mangueirão.
Parte dos planos do Remo para a primeira final foi por água abaixo antes mesmo da bola rolar. Um problema clínico tirou de campo o volante Jhonnatan, esteio do quarteto de meio de campo da equipe azulina. Ele voltou a sentir a contusão no tornozelo direito que o tirou dos treinamentos do início da semana e foi vetado pelo Departamento Médico poucas horas antes da partida. Com isso, o Leão ficou sem um de seus pontos fortes: o bom entrosamento da dupla de volantes formada por André e Jhonnatan.
Diante desse contratempo, Flávio Lopes incumbiu o jovem Allan Petterson da marcação pela esquerda e do início das jogadas pelo setor. O prata da casa, no entanto, não deu conta do recado e sucumbiu junto com Aldivan às investidas de Soares, Jáillson e Américo.
E foi por lá que os gols do Cametá foram saindo. O primeiro surgiu depois que o lateral esquerdo Aldivan cometeu falta desnecessária na lateral do campo. Aliás, nesse lance bobo, Aldivan recebeu o cartão amarelo. Após a cobrança de Soares, toda a zaga remista falhou na marcação e permitiu que Gil Cametá saltasse livre de marcação para cabecear no contrapé de Adriano. 1 a 0.
O segundo veio de outra falha de cobertura. Jaílson tabelou com Américo, que cruzou para Rafael Paty, sozinho na pequena área, completar para o gol vazio enquanto Aldivan assistia a tudo da entrada da área. 2 a 0 e desespero nas arquibancadas do Mangueirão.
O lance que poderia ter modificado o panorama do primeiro tempo foi o pênalti, não assinalado pelo árbitro Dewson Fernando Freitas, cometido por Júlio César no meia-atacante Magnum. Independentemente do erro de arbitragem, o Mapará foi melhor no primeiro tempo.
Na segunda etapa, o técnico Flávio Lopes partiu para o desespero. Depois de trocar de lateral direito ainda na etapa inicial - tirou o improdutivo Tiago Cametá e colocou Cássio -, ele sacou o nervoso Allan Petterson para a entrada do atacante Marciano. Com mais presença no ataque, o Remo conseguiu diminuir a vantagem adversária com o belo gol de Reis, aos 13 minutos, mas perdeu a oportunidade de deixar tudo igual no pênalti desperdiçado por Marciano. Penalidade, aliás, muito contestada pelos cametaenses.
Mas poderia ter sido muito pior, caso Rafael Paty e companheiros não tivessem desperdiçado pelo menos três contra-ataques que poderiam ter definido a partida e praticamente selado o título já na noite de ontem. Mas, como disse o treinador remista, a decisão ainda está aberta.
Amazônia.
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