O balanço da Copa América não foi nada favorável a Neymar e Ganso.
Empresários, jornalistas e dirigentes de clubes europeus refrearam os ânimos.
Não há mais tanta empolgação com a dupla.
Os dois ainda interessam sim os maiores clubes do mundo.
Mas não são apontados como jogadores prontos.
Pelo contrário.
Depois do pífio desempenho da dupla, levando em consideração seu potencial...
Já se imagina o que ambos poderão fazer em jogos importantes no inverno europeu...
A fragilidade física de Neymar e os problemas das operações que Ganso fez nos dois joelhos são citados como nunca...
E mais a falta de preparo psicológico para a pressão...
O péssimo desempenho do time de Mano Menezes atingiu a dupla em cheio...
Ainda mais porque não há ainda uma partida marcante dos dois com a camisa amarela...
Não contra sequer um grande selecionado....
"Jogar pelo time é uma coisa...
Com a Seleção é outra bem diferente", costuma ensinar Juan Figer.
Houve uma grande desilusão dos jornalistas europeus que foram à Argentina ver a dupla...
Os comentários de que ainda não estão prontos foram os mais suaves...
Há uma nítida percepção que o nível técnico do futebol brasileiro caiu...
Fazer sucesso por aqui não impressiona muito lá fora...
Todos sabem que os melhores jogadores já atuam na Europa há muito tempo...
Por serem jovens, Neymar e Ganso eram exceções...
O comportamento egoísta do atacante durante os primeiros jogos da competição foram notados...
Assim como o muitas vezes omisso do meia...
As negociações iniciadas com o Real Madrid e Milan com a diretoria santista perderam o entusiasmo...
Ainda é possível a saída dos dois...
Mas que suas imagens ficaram desgastadas, arranhadas...não há dúvida...
A Copa América só fez mal aos dois...
Perderam muito do conceito que conseguiram desde janeiro de 2010...
A reação dos dois foi diferente...
Neymar continua irritado...
E Ganso, desanimado...
O discurso de novos fenômenos...
Tão usado após a conquista da Libertadores...
Não empolga nem mesmo o presidente Luís Álvaro...
Tudo isso graças à Seleção de Mano Menezes...
Cosme Rímoli.
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