Flávio Goiano afirma que Série D é ótima oportunidade para iniciante
Movido pelo desafio de dar vida a um grupo que atualmente conta com 16 atletas, o técnico Flávio Goiano chega hoje a Santarém, para assumir o São Raimundo e arregaçar as mangas. Goiano acredita que pode levar o clube ao título da Série D pela segunda vez, a despeito dos comentários jocosos com os quais têm convivido. "Não havia o que questionar sobre o meu trabalho na Tuna", defende-se. O técnico ainda não falou sobre reforços, mas pediu a contratação de no mínimo seis jogadores para a disputa da Série D.
Flávio Goiano é esperado hoje no São Raimundo, onde assinará contrato até o fim da Série D e conhecerá o grupo de pouco mais de 16 jogadores que conta hoje para iniciar o trabalho. Apesar do pouco número de atletas, ele acredita na qualidade do Pantera. "No Paraense, esse time só não se classificou por causa de problemas extracampo que interferiram, como problemas entre os diretores e salários atrasados", disse o técnico, que quer de cinco a seis reforços para encorpar o elenco. "Não dá para falar as posições porque ainda não conheço quem ficou. De repente a solução pode estar lá", disse.
O técnico sabe que o melhor a fazer agora é arregaçar as mangas. Afinal, o time está a menos de duas semanas de estrear na Série D - a estreia é no dia 17, contra o Sampaio Correia, em Santarém. "Não tem o que falar. Futebol não tem fórmula secreta", disse ele, acrescentando que está motivado para o desafio. "Vim porque acredito que podemos vencer a competição, que é muito difícil. É uma bela oportunidade para um técnico que está iniciando a carreira".
Flávio Goiano fez parte da dança das cadeiras dos técnicos do futebol paraense: chegou ao São Raimundo depois que Charles Guerreiro acertou com o Independente, que perdeu Sinomar Naves para o Remo. Seu último trabalho foi na Tuna, quando foi demitido após duas derrotas e criticado injustamente, na sua opinião. "Nunca vi um treinador campeão da primeira fase, que chega invicto contra o Paysandu, perder duas partidas e ter seu trabalho questionado, sendo que o futebol tinha quatro meses de salários atrasados e jogadores que sequer tinham comido no dia. Faltou profissionalismo na Tuna", detonou.
Amazônia.
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