Dá até um embrulho no estômago quando percebemos que nesse domingo, 16 horas, tem final da Copa América e o jogo é um Uruguai x Paraguai. Isso mesmo, uma seleção paraguaia que chegou a final empatando cinco partidas, uma delas com o Brasil.
Antes de amaldiçoar a família Mano Menezes e todas as gerações anteriores, vale uma reflexão. O fiasco da Copa América é o fracasso do futebol brasileiro atual? Sobre isso, o comentarista Tostão escreveu na Folha de S. Paulo. E com a serenidade de sempre, acertou no tom. Para ele, “o Brasil jogou bem contra o Paraguai. Marcou sob pressão, tomou a bola com facilidade, não deixou o adversário contra-atacar, trocou muitos passes, e criou várias e excelentes chances de gol. Esse é o caminho. Faltaram talento e criatividade do meio para a frente”.
Tostão falou sobre a maneira como analisamos o futebol. Diz ele: “Não podemos ter dois discursos prontos, que mudam se a bola bateu na trave ou se entrou, de duras críticas na derrota ou de exaltação na vitória.” É por aí mesmo. Tostão lembrou que nossos jogadores mágicos, Pato, Ganso e Neymar, são aprendizes que confundem o truque no momento do espetáculo.
Nesta segunda-feira tem convocação da Seleção para o amistoso contra a Alemanha. Nossos “craques” são ainda imaturos, e maturidade não se compra em frasco na farmácia. Não adianta querer botar tudo no lixo e começar outra vez. É com Mano, com Neymar e com outros garotos que o Brasil precisa reencontrar o caminho da vitória.
Sérgio Xavier.
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